Descubra como as unidades de habitação acessória podem agregar valor ao seu imóvel

As unidades de habitação acessória (UHAs), como edículas, anexos ou pequenos estúdios no terreno, vêm ganhando espaço no Brasil como solução para ampliar área útil, acomodar familiares ou gerar renda. Quando bem planejadas e regularizadas, podem elevar o valor percebido do imóvel e criar novas possibilidades de uso, com impacto direto na liquidez e na atratividade para compradores ou inquilinos.

Descubra como as unidades de habitação acessória podem agregar valor ao seu imóvel

As unidades de habitação acessória (UHAs) podem transformar terrenos subutilizados em áreas produtivas, criando espaço adicional para moradia, home office, renda de aluguel ou cuidado intergeracional. Para que a adição de uma UHA agregue valor real ao imóvel, é essencial equilibrar viabilidade técnica, exigências legais e retorno financeiro, considerando as particularidades do seu município e do bairro.

Unidade de habitação acessória preço: o que influencia?

O preço de uma UHA depende principalmente de metragem, padrão de acabamento e método construtivo. Projetos compactos (25–45 m²) tendem a otimizar custos e prazos, enquanto acabamentos premium elevam o investimento por metro quadrado. A escolha entre alvenaria, light steel frame, wood frame, módulos industrializados ou container adaptado também altera o custo final, o tempo de obra e a eficiência térmica/acústica.

O terreno é outra variável relevante: topografia, necessidade de contenções, drenagem, recuos e afastamentos, acesso de materiais e restrições de vizinhança impactam diretamente o orçamento. Em áreas com redes antigas, pode ser preciso reforçar a entrada de energia, refazer ramais de água e esgoto ou instalar soluções específicas (caixa de gordura, fossa/filtro), tudo isso elevando o preço inicial previsto.

Unidade de habitação acessória custo: itens obrigatórios

Além da construção, inclua no custo: projeto arquitetônico, projetos complementares (estrutural, elétrico, hidro-sanitário), ART/RRT, levantamento topográfico e alvarás. Em muitas cidades, a UHA precisa respeitar taxa de ocupação, coeficiente de aproveitamento, vagas, permeabilidade do solo e regras de uso residencial — pontos que podem exigir ajustes no projeto para obter aprovação.

Considere também fundações, estrutura, vedações, cobertura, isolamento termoacústico, esquadrias, instalações, acabamentos e paisagismo. Custos indiretos, como gerenciamento de obra, caçambas, licenças, seguros, taxa de ligações e regularização cartorial (averbação), costumam ser subestimados. Mesmo soluções “enxutas” requerem uma reserva para imprevistos, geralmente entre 5% e 10% do orçamento.

A seguir, um panorama de custos típicos por método construtivo, com faixas médias por metro quadrado observadas no mercado brasileiro e tipos de fornecedores que atuam em cada solução.


Produto/Serviço Fornecedor Estimativa de custo
UHA em alvenaria Construtora/empreiteiro local R$ 2.800–4.500/m²
UHA em light steel frame Empresa de steel frame R$ 3.200–5.500/m²
UHA em wood frame Empresa de wood frame R$ 3.000–5.000/m²
UHA modular/prefabricada Fabricante de módulos industrializados R$ 3.500–6.500/m²
UHA com container adaptado Empresa de containers habitacionais R$ 3.500–7.000/m²

Preços, taxas ou estimativas de custos mencionados neste artigo têm como base as informações mais recentes disponíveis, mas podem mudar com o tempo. Recomenda-se pesquisa independente antes de tomar decisões financeiras.


Esses valores não incluem projeto, licenciamento, ligações, mobiliário e equipamentos. Em capitais e regiões metropolitanas, os custos tendem a ficar no topo das faixas; em cidades menores, podem se aproximar dos patamares inferiores. O padrão de acabamento (básico, médio, alto) altera significativamente a cifra final. Serviços locais em sua área podem oferecer condições específicas de prazo e logística que influenciam o custo.

Unidade de habitação acessória valor: ganhos e riscos

Em termos de valor, a UHA pode: ampliar a área útil legal do terreno; melhorar a funcionalidade (home office independente, suíte para idosos, estúdio de hóspedes); e gerar renda com locação. Em muitos mercados urbanos, anexos bem executados e regularizados elevam a atratividade do imóvel, reduzindo tempo de venda e ampliando a base de potenciais compradores, especialmente quem busca moradia multiuso.

Para avaliar retorno, considere um cenário ilustrativo: uma UHA de 35 m² construída a R$ 3.800/m² (R$ 133.000) mais R$ 12.000 em projetos/licenças e R$ 8.000 em ligações e mobiliário básico, totalizando cerca de R$ 153.000. Se a renda de aluguel for R$ 1.600/mês, a receita anual seria de R$ 19.200. Descontando manutenção, taxas e vacância, um payback simples poderia ocorrer em 7–10 anos, dependendo do mercado. Resultados variam por cidade, padrão construtivo e gestão do imóvel.

Riscos que reduzem valor: ausência de regularização (dificulta venda e financiamento); desconforto acústico/térmico por soluções mal executadas; interferências na privacidade entre as unidades; e custos de manutenção acima do previsto. A mitigação passa por bom projeto, análise de viabilidade prévia, consulta às regras urbanísticas locais e contratação de profissionais qualificados.

Conclusão Ao planejar uma UHA, o valor agregado ao imóvel nasce do alinhamento entre projeto viável, conformidade legal e orçamento realista. Entender os fatores de preço, mapear o custo completo e estimar o potencial de uso e renda ajuda a tomar decisões informadas. Com execução cuidadosa e documentação em ordem, a unidade adicional tende a ampliar a utilidade do terreno e a percepção de valor do conjunto imobiliário.